Lamentavelmente a navegação marítima
e fluvial entre os portos de São Francisco do Sul
e Joinville que na década de 50 era intensa, hoje
já não existe mais por motivo do forte assoreamento
do rio Cachoeira e lagoa Saguaçú.
Naquele tempo havia um tráfego de embarcações
que transportavam madeiras e erva-mate embarcadas de Joinville
para São Francisco em chatas ou alvarengas que as
levavam até os navios e de São Francisco traziam
o trigo importado da Argentina para o Moinho Rio-Grandense.
Além das empresas Hoepcke, Truppel e Marítima
havia também a navegação Curt Gern
que operava a cabotagem com os barcos “ Urbano”,
“ Boa Vista” e “ Catarina” que faziam
escalas em Santos e Rio de Janeiro indo até o nordeste
donde traziam sal desde Mossoró e Areia Branca, no
Rio Grande do Norte.
O porto fluvial de Joinville tinha até uma representação
da Delegacia da Capitania dos Portos.
Rapidamente Joinville cresceu, o rio ficou assoreado, nunca
mais foi dragado e hoje apresenta-se infelizmente como simples
vala fétida de esgoto e lixo onde mal passam pequenas
embarcações como botes ou canoas.
Pior ainda sabermos que suas águas poluídas
e venenosas estão contribuindo para a extinção
também da fauna e flora marinha da Babitonga.